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Segurança cibernética é ponto nevrálgico nas empresas

Segurança cibernética é ponto nevrálgico nas empresas

A transformação digital cada vez mais acelerada vem modificando o comportamento das pessoas por meio de entregas de valor com produtos e serviços com tecnologias que são adotadas pelas empresas. Essas mudanças comportamentais são coletadas em dados que passam a ser relevantes nas decisões empresariais.

As informações têm relevância para a empresa conhecer melhor o seu cliente e proporcionar uma experiência diferenciada que gere impacto e fidelize o consumidor. A velocidade e o padrão com que tais dados são coletados passam a fazer diferença no processo de tomada de decisão. Quando utilizamos o internet banking da instituição em que somos correntistas, por exemplo, o banco consegue extrair informações sobre a forma com que nos relacionamos com ele.

Além da mudança de comportamento, a transformação digital provoca as empresas para que se tornem companhias que fazem software para entregar experiências de valor aos seus clientes, o que fomenta a competitividade, caso do Magalu e da Tesla, para citar dois exemplos.

Todas essas mudanças promovem pressões significativas nos processos de tomada de decisão das empresas na medida em que precisam estabelecer novas estratégias baseadas em dados que atendam às expectativas dos consumidores, garantindo a segurança e a privacidade desses dados. A gestão data driven, embora traga maior criação de valor, traz maior exposição de dados, impondo que os tomadores de decisão incorporem em suas matrizes de risco a segurança cibernética e o acompanhamento da regulação prevista da LGPD.

Estabelecer políticas de segurança cibernética passa a fazer parte da agenda de conselhos. A segurança cibernética é ponto nevrálgico. Falhas na segurança podem impactar negativamente a reputação da companhia ou mesmo até destruir o negócio. É preciso, nesse sentido, encarar a segurança cibernética como investimento – e não como custo, sendo o monitoramento do comportamento peça chave na segurança de dados.

O conselho, portanto, em seus processos de tomada de decisão, precisa levar em conta todos os impactos que o open everything acarreta: criação de valor, maior competitividade, riscos cibernéticos e privacidade. Esses fatores combinados podem impactar o valuation da empresa. A maturidade digital e a resiliência cibernética de uma empresa passam a fazer parte do seu valor de mercado. Baixa resiliência cibernética afeta negativamente o preço de mercado.

Finalmente, para que esse processo seja consistente, cabe ao conselho estabelecer uma cultura para toda a organização, baseada na importância da governança de dados e do comportamento digital de seus colaboradores, investindo em educação cibernética.

 

 

Governança & Nova Economia
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