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Um panorama da inovação no Brasil e no Mundo

Um panorama da inovação no Brasil e no Mundo

Definitivamente 2020 será considerado um ano histórico: o grande número de infectados em todo o mundo somados a quantidade de pessoas que perderam as suas vidas tornaram a pandemia do coronavírus uma das maiores da história, relembrando outras pandemias, como a da Gripe Espanhola (1918-1919), a da Peste Bubônica (século XIV) e a Cólera (com o principal surto registrado em 1817)

Além disso, outros fatos importantes, como a ameaça de guerra entre EUA e Irã, o acirramento da “rivalidade entre EUA e China” (coronavírus, comércio, Huawei, Taiwan), as eleições americanas (ainda em curso), incêndios no Mundo (Austrália, EUA, Amazônia), protestos contra o racismo, também chamaram atenção.

O Brasil foi impactado por boa parte dos acontecimentos relatados anteriormente, valendo destacar ainda, a taxa básica de juros (mais baixa da história), a taxa de desemprego (uma das maiores da história), circuit breaker na B3, o impacto social, econômico e político do “Corona voucher” e, claro, crises de corrupção. Mas considerando este panorama como está o processo de inovação no Brasil? 

De acordo com o Índice Global de Inovação 2020, o Brasil subiu quatro posições no ranking em relação ao levantamento realizado em 2019, ocupando a 62ª posição entre os 131 países analisados.  Se compararmos, porém, apenas com os países da América Latina, estamos somente na quarta posição, atrás de Chile, México e Costa Rica. Já analisando os países que compõem o “BRICS”, perdemos para todos. No topo da pirâmide, as nações que lideram o ranking são, Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Singapura, Alemanha e Correia do Sul (a China está na 14ª posição).

O propósito ao mencionar o índice não é questionar seus critérios, tão pouco avaliar a evolução dos países ao longo do tempo; a ideia é provocar uma reflexão sobre como estamos sendo vistos e avaliados. Reportagem publicada na revista Exame no início de setembro, aponta que “os países mais inovadores do ranking adotaram o investimento em inovação como principal para o desenvolvimento econômico e social”.

Embora existam algumas ações governamentais em prol da inovação, elas estão longe de serem suficientes para nos tornarmos uma das principais nações inovadoras do mundo. É inegável, contudo, que a própria pandemia do coronavírus, acelerou significativamente processos de inovação que já estavam em curso no Brasil, tanto de inclusão digital como social. Mas a realidade é que parcela importante desta aceleração deve ser creditada à organizações privadas, empresários e founders.

E embora muito possa e deva ser feito, seja na esfera governamental ou empresarial, não podemos deixar de mencionar os significativos avanços que estamos tendo no ecossistema de inovação do Brasil, que possibilitaram o surgimento de alguns“Unicórnios Brasileiros” - inclusive durante a própria pandemia do coronavírus.

Governança & Nova Economia
Rubens Fernandes Gil Filho
Rubens Fernandes Gil Filho Seguir

Administrador de Empresas, pós graduado em Gestão de Negócios & Serviços e com MBA pela Fundação Dom Cabral. Profissional com mais de dezenove anos de experiência no mercado de Meios de Pagamento, “Indústria Financeira” e Mobilidade Urbana.

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