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Os reflexos da criação e do compartilhamento de dados

Os reflexos da criação e do compartilhamento de dados

De forma rápida, podemos explicar o open banking como o compartilhamento padronizado de dados e serviços financeiros pelas instituições financeiras (bancos e fintechs), realizado a partir de uma integração de plataformas e sistemas. Com isso, espera-se a portabilidade de dados e serviços financeiros, com a ampliação de produtos e serviços, consequente aumento da concorrência e, portanto, melhoria nos serviços e condições negociais para os clientes. Ressalte-se que as informações serão apenas compartilhadas com a autorização de cada cliente.

Um conceito maior é o de open finance, onde demais instituições do mercado que oferecem serviços financeiros poderão ter acesso e compartilhar serviços e informações. Estamos falando de corretoras de seguros, fundos de previdência privada, corretoras de câmbio, indústrias, setor de varejo, etc.

Quando pensamos nos possíveis reflexos da criação de dados e do compartilhamento destes – sempre com a autorização do cliente – em nossas empresas, o que devemos lembrar, primeiramente, é que estaremos dos dois lados: poderemos ter acesso a dados de milhares de clientes como também o mercado em geral poderá acessar nossa base.

Daí a importância de: i) sabermos como manusear esses novos dados de forma a estratificar aquilo que realmente agrega valor ao nosso negócio; ii) oferecermos aos nossos clientes cada vez mais qualidade nos serviços prestados, de forma a evitar – ou tentar reduzir – a possibilidade de se optar por serviços ou produtos de terceiros.

As principais decisões, então, passam a ser suportadas por esses dados, como decisão de produtos, de marketing, de personalização do produto. A rapidez nas respostas, a velocidade no atendimento às necessidades dos clientes, serão fundamentais. Não existe mais o conceito de “dono do cliente”. Ele é o seu dono e decide o que fazer e com quem fazer. Aliar produtos/serviços de qualidade, preço, atender às necessidades individuais e do todo, com velocidade, serão, portanto, diferenciais, fatores de sobrevivência.

Por fim, é preciso se lembrar, com certeza, da ética no manuseio desses dados. Ainda que tenhamos em nossa base dados infinitos e importantíssimos dos nossos clientes, eles não são nossos, pertencem a cada um deles. É aos clientes que devemos o respeito ao uso ético dos seus dados.

Governança & Nova Economia
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