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Open everything demanda mindset de colaboração e transparência

Open everything demanda mindset de colaboração e transparência

Com o advento recente das primeiras etapas da jornada open banking no Brasil, os conceitos por trás do termo “open” têm visto sua relevância crescer nas discussões de conselhos e entre executivos. Apesar de impactos ainda iniciais, os conceitos de open banking exercitam a imaginação e a análise do potencial que podem trazer para o setor bancário, mas também para outras indústrias. O open everything é real e apresenta ameaças ou oportunidades para as empresas estabelecidas?

O termo “open” vem sendo amplamente utilizado na indústria de tecnologia da informação, onde o licenciamento do open source software permite o uso e a distribuição do produto e de seu código-fonte livremente. O desenvolvimento do open source software é feito de forma colaborativa entre distintos agentes, pessoas físicas, instituições de ensino, empresas e órgãos públicos. Tal desenvolvimento colaborativo tem como consequências o aporte de diferentes perspectivas, bem como economias reais para os participantes do ecossistema e para os clientes finais.

O exemplo do open source nos mostra como o setor de TI criou processos, tecnologia e cultura para atuar nesse ambiente colaborativo, criando entidades de regulação e controle, protocolos e políticas que tratam de temas como segurança, transparência, interoperabilidade, perpetuidade, entre outros.

Da mesma forma, com o open banking, os bancos estão aprendendo a lidar com esta nova realidade, que desafia os incumbentes e apresenta oportunidades para novos entrantes, sejam startups, fintechs ou empresas de outro setor ou indústria. E mesmo para os bancos há oportunidades de um novo posicionamento e oferta de uma nova experiência aos clientes. Os agentes do setor financeiro estão se deparando com questões importantes para atrair, reter e encantar seus clientes, como obter uma diferenciação competitiva, que produtos e serviços são impactados e quais outros podem ser criados.

Para outros setores da economia, o potencial de aplicação dos conceitos de open software e open banking são promissores. O open everything invariavelmente trará impacto importante na tomada de decisões, com aumento da transparência de informações, maior competição e mudança no comportamento dos clientes. Para atuar nesse novo ambiente, as empresas terão que ter um mindset de colaboração e transparência e enfrentar novos desafios de segurança das informações, além de investir em inovação para se adequar e competir nessa nova realidade.

São desafios e oportunidades importantes para todos, com uma promessa de melhorar qualidade, produtividade e satisfação dos clientes. Como disse Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

Governança & Nova Economia
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