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Open everything busca dar mais autonomia aos reais detentores de dados

Open everything busca dar mais autonomia aos reais detentores de dados

Com a digitalização se concretizando em diversas áreas da sociedade, os dados registrados e formados a partir do nosso cotidiano podem nos dar um desenho detalhado sobre tudo o que acontece no mundo. Desta forma, os controladores de tais dados têm um poder singular de saber as particularidades das suas operações, clientes e fornecedores. Enquanto esses dados podem ser usados de maneira sábia, a fim de otimizar os serviços aos clientes de acordo com suas preferências, ter o controle desses dados, por outro lado, também pode dar às empresas o poder de escolher quem tem acesso a essas informações, impossibilitando a integração de sistemas concorrentes ou dificultando a saída dos seus clientes.

Nesse sentido, o conceito do open everything visa dar mais autonomia aos reais detentores dos dados e dar mais flexibilidade aos sistemas na interoperabilidade das informações. Com isso, as estratégias empresariais devem considerar esse novo modelo de compartilhamento uma oportunidade, e não uma ameaça. As empresas têm um papel fundamental na aceleração do conceito openness e toda estratégia deve estar voltada a três pilares principais: tecnologia, estruturação legal e governança.

No que tange à tecnologia, a adoção das APIs (Interface de Programação de Aplicativos) – que já são uma prática comum no mercado – deve ser intensificada e melhor estruturada nos negócios para facilitar a interoperabilidade dos dados. Não basta apenas desenvolver e disponibilizar as APIs, deve haver toda uma estruturação de comunicação e acessibilidade para que a interoperabilidade seja transparente – e não uma pedra no sapato, como é hoje.

Certamente, esse movimento tecnológico é desafiador, pois deve ser executado em comunidade. De nada adianta meia dúzia de empresas terem foco na interoperabilidade. Deve ser uma prática de todo o ecossistema empresarial para que a interoperabilidade realmente aconteça. Desta forma, faz-se necessário o foco no segundo pilar, a estruturação legal. Apesar de ainda não haver uma legislação específica para contemplar todo o conceito de open everything, a LGPD foi o primeiro passo para isso. As empresas devem estar bem estruturadas para seguir a legislação e preparadas para as eventuais novas adequações na lei para terem velocidade e segurança na implementação do openness.

Além disso, as companhias precisam ter métricas bem definidas para garantir o sucesso das práticas de interoperabilidade. Daí vem a importância de processos de governança bem estruturados para que os gestores possam acompanhar a evolução da organização às práticas de openness e, assim, ajustar as engrenagens de crescimento da companhia para utilizar o conceito de open everything como um diferencial singular competitivo em comparação às demais concorrentes.

 

 

Governança & Nova Economia
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