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O que custa mais: seguro ou due dilligence?

O que custa mais: seguro ou due dilligence?

As startups e pequenas e médias empresas (PMEs), por sua própria natureza e tamanho, são organizações em que os controles são mais informais - quando não são até mesmo inexistentes. Os riscos inerentes neste processo são menores do que o custo do controle e mitigação dos mesmos.

Os riscos tributários, fiscais, jurídicos, trabalhistas e previdenciários são, normalmente, esquecidos pelos gestores nesse momento da empresa, já que a conformidade total às normas, muitas vezes inviabiliza a operação, impedindo até mesmo o processo da validação da ideia. A decisão do empresariado é correr os riscos, torcer pela ineficiência da fiscalização, pela falta de denúncias e tentar a sorte no seu empreendimento.

Acontece que o preço dessa informalidade sempre aparece quando surgem as primeiras oportunidades de investimentos na empresa por parte de agentes externos. Os riscos que eram menores e com responsabilidade total do founder agora passam a crescer, tomar vulto, ameaçar o sucesso do empreendimento e, eventualmente, podem até mesmo respingar nos investidores.

Nesse ponto, a due dilligence vem para levantar os riscos para o investidor, fazendo uma análise profunda nos resultados, contabilidade, etc. Um dos principais resultados da é levantar e quantificar os possíveis impactos financeiros da empresa a ser investida. Uma vez levantado esse valor, o investidor tem como segregar do valuation da empresa, que vai para uma escrow account e será destinado aos sócios e/ou aporte na empresa. Ainda assim, muitas das vezes, o total dos recursos destinado ao escrow account inviabiliza a operação já que, normalmente, deveriam ser aplicados a curto prazo e não poderiam aguardar a liberação dentro do prazo estabelecido.

Uma das maneiras para simplificar esse processo, mantendo o equilíbrio entre risco e oportunidade, seria estabelecer um seguro para os eventuais riscos financeiros inerentes às startups. Esse seguro poderia ser feito em duas categorias:

  • Escrow Account: quando houver a diligência e se for indentificado o montante a ser destinado para escrow account. Poderia ser feito um seguro desse valor e destiná-lo à concretização dos acordos entre as partes.
  • Geral:  os riscos desse tipo de operação são, de modo geral, conhecidos. Dentro dos quesitos de faturamento, número de funcionários e tempo de operação podem ser estimados. Em um processo até então sem diligência nenhuma, pode ser estabelecido um valor máximo de cobertura, em que seria feito um seguro para agilizar e simplificar a operação.

Com certeza, o mercado tem dados estatísticos para que esse produto seja elaborado e ofertado. As empresas de angel e seed têm todo o interesse em ajudar com os dados a elaboração desse seguro, no momento em que facilitaria o processo de investimento. O ponto passaria a ser, o que é mais caro: fazer o seguro ou fazer a due dilligence?

Governança & Nova Economia
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