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O futuro não está nos dados, mas nas tribos

O futuro não está nos dados, mas nas tribos

Quando Oscar Wilde, em 1888, escreveu que “hoje em dia, as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada”. Frase atemporal, que vale para os séculos XIX, XX e hoje! Dados abertos e abundantes, afinal, tendem a se tornar commodities, ter preço e não ter valor. O volume deixa de ser importante quando não sabemos o que fazer ou mesmo como controlar.

Dados abertos são uma via de mão dupla. Com conhecimento, permitem a definição de estratégias de busca, sedução e conquista. Podem se tornar ouro se soubermos como identificar tribos e extrair o máximo de cada grupo. Da mesma forma, podem nos dar uma exposição nunca vista e, sem o controle devido, transformar a gente em pó!

Dados podem permitir a construção de uma base para ofertar produtos e serviços de forma mais assertiva e com complementaridade. É fundamental, nesse cenário, mantermos a mente aberta para o que fazer com as informações. Muitos dados são desperdiçados por ineficiência.

Será preciso filtrar para melhorar a experiência do cliente na busca por produtos, serviços e customizar ofertas. Por outro lado, permitir a identificação de tribos e trabalhar com elas os dá a oportunidade de aumentar a eficácia. Do lado do consumidor, queremos um atendimento personalizado. Por parte do fornecedor, queremos otimizar custos e ter escala.

Podemos oferecer ao cliente a inversão da premissa na busca por produtos e serviços que possam assegurar a melhor oportunidade para satisfazer seus desejos, sem que ele perceba que está sendo controlado e abordado.

Vamos continuar coletando, filtrando, alinhando e decidindo. O futuro não está nos dados, mas nas tribos. De fato, o ecossistema deve atuar em busca de um sentido comum!

 

 

 

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