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Mudanças velozes exigem novos formatos e abordagens

Mudanças velozes exigem novos formatos e abordagens

Vivemos um ponto de inflexão sem precedentes no mundo dos negócios. Pela primeira vez, observamos os avanços da tecnologia criarem condições para variados formatos de conexão entre empresas de todos os tamanhos. O que antes era caro e complicado, agora está acessível e muita coisa pronta para consumir “as a service”.

A formulação estratégica, algo vital para a longevidade das organizações, não mais pode ser feita usando frameworks e referências da década de 1970. A velocidade das mudanças exige novos formatos e abordagens. Considerando a digitalização dos negócios e a forte conexão entre código, com produtos (e serviços) e ciclos de aprendizagem rápida proporcionados pela computação na nuvem, a estratégia entra de forma imperativa nos loops de feedback e aprendizado. Não existe mais espaço para formulações de prazo muito longo, pois a todo momento o negócio pode ser desbancado por um novo serviço digital criado por alguma startup ou empresa mais ágil.

A especialização vem evoluindo ao longo de décadas. Nos primórdios da indústria automobilística, as montadoras possuíam somente alguns insumos, como energia e minério de ferro. Tudo era feito dentro das fábricas. Com o aumento da demanda, as linhas de produção passaram a criar oportunidades para empresas que fabricavam exclusivamente determinadas partes, como rodas. E cada vez mais oportunidades para especialistas foram sendo criadas, gerando ganhos de escala e qualidade.

Com o avanço da tecnologia, começaram a surgir startups que resolviam problemas mais específicos, até que a possibilidade de criar aplicações na nuvem consumindo infraestrutura como um serviço e softwares que criam programas que “escalam” sozinho permitiram surgimento de empresas inteiras que são um única API (Application Programming Interface) .

Assim sendo, é impossível não considerar o “Time to Market” que qualquer formulação estratégica pode se beneficiar com a inclusão de uma empresa como essa, de um única API, e das consequentes vantagens competitivas de não se incluir essa opção na tomada de decisão. Podemos chamar de “open everything” a possibilidade de fornecer e consumir serviços através de tecnologia, com a montagem de novas experiências para o consumidor e ofertas para o mercado a partir da construção de modelos de negócio em rede.

Considerando a velocidade da inovação e das novas ofertas de mercado, nenhuma decisão sustentável pode ser tomada sem considerar que todas as empresas, grandes ou pequenas, fazem parte de ecossistemas conectáveis. Usar (ou ignorar) essas possibilidades pode definir o sucesso (ou fracasso) de um negócio.

Governança & Nova Economia
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