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#MasterInsights: quais dilemas e contradições você percebe nos temas Estratégia, Cultura e Transformação?

#MasterInsights: quais dilemas e contradições você percebe nos temas Estratégia, Cultura e Transformação?

Master em Governança & Nova Economia - Turma XII

Adriana Bueno Pinto

Vivemos uma era revolucionária, na qual as mudanças nos impõem diferentes formas de agir e nos desafiam a refletir sobre o desconhecido. Tudo muda em uma velocidade sem igual. Será que temos a opção de não mergulhar neste novo mundo? Este novo mundo é ético? Estamos nos beneficiando do digital em busca da nossa própria sobrevivência? Somos os verdadeiros donos dos nossos sentimentos ou somos induzidos até nisso? É fundamental que saibamos nos conectar neste “novo mundo” sem perder a ligação com o que nos trouxe até aqui.

Ana Adad

Um core business vencedor consiste em uma teia entrelaçada de propósitos individuais e coletivos. Mas será que a sua estratégia tem uma narrativa clara, engajadora e comunicável para colaboradores e usuários?

O autoconhecimento é fundamental para um honesto alinhamento do Canvas. Ocorre que o crescimento cria complexidade, e a complexidade pode ser um assassino silencioso do crescimento. Em qual pilar do Canvas (Princípios, Expectativas ou Entregas) reside a maior fragilidade do CEO em caso de insurgência?

Sem finanças, não há governança. Criar valor, contudo, não caminha lado a lado com o lucro. Quais limites impostos pelo compliance podem ameaçar a inovação? Qual é a distância entre os eixos de lucro e valor e como aproximá-los?

Evandro Scariot

Considerando a realidade da educação brasileira, onde aproximadamente 90% das crianças ainda dependem de uma educação pública precária, como desenvolver as “pessoas certas”, ou seja, que estarão alinhadas com as culturas e terão as hard e soft skills desejadas para atender às demandas “futuras” no contexto da “nova economia”?

Na citação de Alvin Toffler, “os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não souberem ler e escrever, e sim aqueles que não souberem aprender, desaprender e reaprender”.

Vejo no desaprender a parte mais desafiadora para a maioria esmagadora das pessoas. Com base nisso, como conscientizar as lideranças das empresas tradicionais de que a experiência do passado deixou de ser uma referência para o futuro? Apesar de já existir amplo conhecimento a respeito, também enxergo, ao mesmo tempo, enorme resistência.

A cada dia que passa, mais e mais detalhes da vida cotidiana são regulamentados em todos os setores. Desde a promulgação de nossa última Constituição Federal, em 1988, até 2020, o Brasil editou 800 novas leis e normas por dia útil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Deixo, então, um questionamento final: como minimizar a regulação e seguir provendo, por um lado, liberdade e, por outro, segurança?

Cássio Francisco de Andrade

Há quem diga que não há transformação sem inovação. Hoje, ambas ocorrem em uma velocidade nunca verificada antes, o que nos faz refletir se a governança pode dar sustentação à ética e à moral de um negócio ao mesmo tempo em que é ferramenta para a evolução das organizações, sem atrapalhar seu progresso.

Dinamizar sistemas de governança ao redor de confiabilidade, transparência e responsabilidade é crucial diante da variedade de culturas com as quais nos deparamos hoje, não só entre países, mas dentro das próprias empresas. Além disso, é hora de repensar as estratégias de grandes companhias quanto a startups e a relação entre governos/países e big techs.

Conselhos de administração, inovação e de auditoria também precisam se renovar, mesclar jovens conselheiros com conselheiros mais experientes, ter um olhar “do todo” e deixar os detalhes aos gestores.  

Há grandes desafios para que possamos estabelecer um cenário social, econômico, ambiental e político adequado diante de um mundo cada vez mais influenciado e polarizado pelas relações virtuais. Inovação e governança são temas antigos, mas que hoje possuem uma velocidade diferente.

Fabricio Cardias

A questão é sempre buscar um equilíbrio na dinâmica entre cultura, governança e estratégia, pois a transformação de um fator afeta os demais e nos obriga a fazer ajustes no caminho. Eu costumo associar o empreendedorismo no Brasil com coragem, mas ela, sozinha, não é suficiente na estrada do sucesso. Cultura, estratégia e governança adequadas precisam estar alinhadas. Costuma-se dizer que as empresas são pessoas. Nesse sentido, a transformação, qualquer que seja, dá-se pela transformação das pessoas. Acredito em diversidade e inclusão nas companhias, mas, cá entre nós, trata-se de um cenário ainda difícil em nossa sociedade. O grande dilema dos gestores hoje é pensar no estratégico e agir no tático, trabalhando a longo prazo com resultados a curto prazo.

Governança & Nova Economia
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