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Inovação: um risco necessário!

Inovação: um risco necessário!

Aos poucos o mundo está voltando e as empresas começam a ter estratégias para a retomada com a chegada da vacina. Mas o desafio continua, principalmente no Brasil, por conta de problemas internos. A instabilidade política é um deles e a pergunta que fica é: o que podemos fazer?

Em 2020, todos foram pegos de surpresa com a pandemia (menos Bill Gates, que falou sobre o assunto em um TED Talk em 2015). Muitas empresas tiveram que rever sua estratégia rapidamente: revisão de orçamento, medo, cortes, desemprego...

Já em 2021 houve uma mudança de pensamento. Pelo menos para alguns. Frente aos desafios, algumas empresas pensam que é hora de inovar. Sabemos que, em momentos de crise, há a oportunidade para sair na frente. As companhias que encaram isso como um investimento, de fato, possuem vantagens. Ao contrário, quando a liderança coloca a inovação como um custo adicional, acaba ficando para trás.

Uma das inovações que surgiram durante uma crise está no case da Nutella. Na Itália pós-II Guerra Mundial o cacau estava em falta. Foi quando Pietro Ferrero resolveu criar um creme feito de avelã, açúcar e com uma pitada de cacau. Foi chamado de “Giandujot” e moldado no formato de um bolo. Com o tempo foi se remodelando até chegar no formato atual e sucesso de vendas.

Outro exemplo é o famoso jogo Monopoly, criado após a quebra da bolsa de Nova Iorque (1929) e o surgimento da recessão econômica. Com a escassez de dinheiro, o mercado imobiliário teve também sua queda. Se não podia investir nos imóveis, Charles B. Darrow pensou "por que não se imaginar investindo?". Em um primeiro momento o jogo foi rejeitado ao ser mostrado para alguns investidores. Mas ele seguiu a trajetória sozinho, lançando-o mesmo assim e teve sucesso no mercado. Quase 100 anos depois, ainda nos divertimos jogando Monopoly.

E, nesse momento de crise mundial, as empresas precisam se reinventar e se adaptar. Para isso as grandes corporações podem pensar em ter um orçamento para inovação e, claro, impactar o mundo.

Com as práticas ESG podemos melhorar a performance de investimentos ao longo prazo. Atualmente o mercado de ativos ESG está estimado em valor superior a US$30 trilhões, segundo dados da Bloomberg. As práticas ESG estão voltadas na geração de um “impacto nulo”, ou seja, mitigar o impacto negativo. Um estudo realizado pelo PRI (Princípios de Investimentos Responsáveis) apontou que, entre os cerca de 2 mil estudos publicados sobre o tema, 63% concluem que existe uma correlação positiva entre a adoção de critérios ESG e a rentabilidade.

É preciso ter esse mindset de inovação, buscar um impacto positivo na sociedade e ter agilidade. Agilidade (muitos se enganam) não é apenas ter velocidade, mas ser rápido perante as mudanças que encontramos no meio do caminho.

Quem é mais rápido em uma linha reta? O navio ou o caiaque? Agora, quem é mais ágil e se adapta melhor em um rio cheio de curvas? Temos que ser ágeis como o caiaque, pois não esperávamos uma pandemia. As organizações que conseguirem se adaptar, inovando e se arriscando, sairão melhores após a pandemia.

Governança & Nova Economia
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