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“Errar” deve ser sinônimo de “aprendizado”

“Errar” deve ser sinônimo de “aprendizado”

Por Leandro José Soares*

Países que se destacam em inovação no mundo estão investindo em educação há muitos anos, bem como têm repensado seus modelos educacionais, com o objetivo de formarem pessoas com pensamento crítico e mindset preparado para novas tecnologias e guiado pela inovação. No Brasil, contudo, estamos muito longe desse nível educacional.

Em muitas empresas, ainda impera a lógica de “punir” o erro. A questão é que quando falamos em inovação, “errar” não deve ser encarado como o antônimo de “acertar”. “Errar” deve ser sinônimo de “aprendizado”. É preciso errar rápido, corrigir rápido e aprender mais rápido ainda, para evitarmos erros com a mesma causa raiz.

No cenário em que vivemos, as empresas brasileiras que não buscarem investir em inovação estarão fadadas ao fracasso no futuro, pois o mercado não terá mais espaço para organizações que não estejam conectadas, assim como para empresas que não tenham modelos de negócios alinhados com as atuais tendências.

Outro ponto que deve ser considerado é o perfil emocional do brasileiro. Não é exagero dizer que grande parte da nossa população tem o medo como uma espécie de vício emocional. Isso ocorre porque a escassez é comum no Brasil. Assim, o “salário emocional” das pessoas se constitui na busca pela segurança e pela estabilidade – não à toa os empregos públicos são muito almejados – e evita-se sair da zona de conforto. O medo é engessador.

Relacionada a isso está a questão da pobreza e desigualdade muito presente no país, o que afeta as relações de consumo. É notório que famílias com menor renda geralmente consomem produtos e serviços com menores preços e com qualidade inferior, em razão de seu baixo poder aquisitivo. Essa condição pode afetar os padrões e ofertas de produtos com maior tecnologia, interferindo diretamente na inovação, principalmente a tecnológica.

Governança & Nova Economia
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