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Empreender é mais do que criar o próprio negócio

Empreender é mais do que criar o próprio negócio

Com a pandemia de Covid-19, a questão do empreendedorismo se tornou estratégica em empresas e na sociedade como um todo. Apesar dos muitos pontos negativos e impactantes, o novo coronavírus fez o brasileiro levar ao pé da letra a ideia de que crises geram oportunidades. Entre março de julho de 2020, por exemplo, foram registrados 551.153 novos microempreendedores no país, 16.788 a mais do que no mesmo período de 2019.

“A inovação aliada à criatividade é a chave para todo e qualquer novo empreendimento ou iniciativa. Ambas são pontos de um processo que busca inserir algo novo ou solucionar um problema à vista. Segundo dados do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil de 2019, produzido pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), em 2017, a economia criativa no país movimentou R$ 171,5 bilhões, o que equivale a 2,61% de toda riqueza produzida em território nacional”, aponta matéria da Forbes.

Durante a pandemia, 22 soluções brasileiríssimas foram criadas para combater a Covid-19. Produtos e serviços gerados a partir da criatividade propositiva são capazes de causar impactos locais que, somados, fazem a diferença em um momento social inédito em escala e proporção. Um grande aprendizado em tempo real.

Outro fato interessante que precisa ser ressaltado é que colaboradores se tornaram protagonistas, assumindo, muitas vezes, o papel de “dono do negócio”. A C&A foi uma empresa que chamou a minha atenção em meio à pandemia, pois realizou uma inversão na pirâmide estratégica, trocou o conselho, abriu espaço para a startups, digitalizou o que estava parado e colocou os colaboradores como protagonistas da cultura digital. Durante a pandemia, os funcionários passaram a ter acesso direto aos clientes no entorno da loja, oferecendo catálogo virtual e opção delivery.

Isso demonstra que empreender é uma atitude que não se volta somente à criação do “novo”, no sentido de ser dono do próprio negócio. É possível empreender até mesmo no local onde você já trabalha.

Estima-se que 53,4 milhões de brasileiros desempenhem alguma atividade empreendedora, seja planejando e iniciando as operações de um novo negócio, seja consolidando sua marca ou se esforçando para que o empreendimento siga em operação. Com um pouco de vontade e agenda política, portanto, o Brasil deve ter uma jornada desafiadora e tanto nos próximos anos. Resiliência já temos, mas é preciso um pouco mais de “inconformismo” – é isso que as startups vêm fazendo!

Para finalizar, deixo como reflexão a frase de um autor desconhecido: “está chovendo para todo mundo, mas está molhando diferente”.

Governança & Nova Economia
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