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Capacitação é essencial à inovação

Capacitação é essencial à inovação

A inovação no Brasil não é um pilar estratégico que a sociedade escolheu para o desenvolvimento do país, geração de riqueza e maior justiça social. Por ser uma nação continental, no entanto, alguns embriões de fomento à inovação e empreendedorismo são vistos em algumas regiões (polos de desenvolvimento e aceleração de startups, por exemplo, caso de Florianópolis) e corporações (CUBO – Itaú e Inovabra – Bradesco). Ocorre que tais iniciativas ainda são insuficientes para tirar o Brasil da incômoda 62ª posição no ranking mundial de inovação.

Como desafios que os criativos empreendedores precisam enfrentar no Brasil, podemos citar o excesso de burocracia, a complexidade de tributação e a falta de capacitação da mão de obra, principalmente nas formações STEM (Science, Technology, Engineering & Mathematics). Com uma população sete vezes maior que o Brasil, a China forma, por semana, o que nós formamos por ano na área que, no mundo digital atual, é base para a inovação e transformação da sociedade. O governo chinês tem uma diretriz estratégica para colocar o país até 2030 como a referência mundial em AI e IoT.

Empresas que hoje são referência em inovação no Brasil, como o Magazine Luiza, não só têm investido pesadamente em tecnologia e P&D em seus labs de inovação, mas também na capacitação de jovens.

Outro aspecto importante é a distância entre o trabalho da academia e o desenvolvimento de produtos e soluções para a sociedade: as principais universidades brasileiras no desenvolvimento de pesquisa têm dificuldade para estabelecer parcerias com empresas, seja por questões burocráticas dentro do ambiente acadêmico, seja pelo pensamento de que pesquisas cientificas não deveriam servir a interesses privados.

Num cenário onde a pandemia de Covid-19 acelerou brutalmente o processo de digitalização de pessoas e empresas, alterando definitivamente hábitos de consumo e trazendo para o centro do debate mundial temáticas ligadas ao meio-ambiente e à justiça social, o Brasil deveria priorizar a agenda de inovação e empreendedorismo, facilitando o acesso a capital, flexibilizando exigências e tributação para novas empresas se estabelecerem e estimulando, de maneira inovadora por meio das universidades, a formação de profissionais nas áreas de programação, design e ciência de dados, com programas EAD massivos, tanto no nível técnico como superior.

Governança & Nova Economia
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