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Ainda há desafios, mas Brasil é solo fértil para a inovação

Ainda há desafios, mas Brasil é solo fértil para a inovação

“O crescimento não vem de cima para baixo, mas de baixo para cima”. Essa frase revela em boa medida o que estamos experimentando mundialmente a respeito do empoderamento cada vez maior das pessoas, por meio da colaboração e de tecnologias que permitem a construção de uma sociedade que tem vez, voz e faz acontecer.

Vemos que a pandemia desnudou a grande diferença ainda existente entre os países “com dinheiro” e os “sem dinheiro”, nações com conhecimento instalado (pesquisa) e as que esperam sempre os outros, modelos políticos abertos a abraçar as novas soluções e os que estão cada vez mais preocupados com o próprio umbigo. Mesmo assim, vejo nesse cenário uma grande oportunidade, já que a nudez pode levar a uma ação concreta para sair de situação tão constrangedora.

Olhando para a inovação, vejo que o Brasil é um solo fértil para muitas mudanças, pois aceitamos com certa facilidade o novo – mas é claro que muitas vezes isso ocorre sem que se pense muito nas consequências. Temos empreendedores cada vez mais dispostos a arriscar e colocar suas ideias em prática, sendo que a taxa de juros negativa atrai investidores de todos os lados procurando um negócio que possa lhes render um pouco mais e contando com a sorte de, quem sabe, estarem investindo em um “unicórnio”. Junto a esses investidores, vem a melhoria da governança desses negócios, ampliando as chances de maior sucesso do próprio empreendimento.

Negativamente, é preciso destacar as grandes diferenças na base educacional do Brasil em comparação a diversos outros países, o que nos faz andar mais devagar. Ainda temos lideranças nacionais muito focadas no modelo da “velha economia”, empresas que só pensam no acionista em detrimento das demais partes relacionadas, um poder político sempre focado na próxima eleição e não na população.

Entendo, porém, que somos uma aldeia global e que esse modelo mais vai ajudar a população mundial do que atrapalhar. Mesmo iniciativas que buscam “fechar as fronteias” e têm um olhar limitado para esse movimento devem se render com o tempo, pois as vantagens são inúmeras – antes, contudo, há a necessidade de se despir de seus egos.

Naturalmente sou otimista – e cada vez mais. A pandemia de Covid-19 veio para nos ajudar a perceber que estamos cada vez mais juntos nesta aldeia global. Todas as inovações, por menores que sejam, irão beneficiar a todos e tornar esse mundo mais humano e inclusivo.

Governança & Nova Economia
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