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A melhor estratégia para inovar é aquela realizada no tempo certo

A melhor estratégia para inovar é aquela realizada no tempo certo

Considerando o panorama mundial, somado ao cenário pós-Covid, vemos que nunca foi tão rápida a adoção de novas tecnologias, tanto no Brasil como no mundo. Antes da pandemia já era possível identificar diversas alterações na sociedade devido à transformação tecnológica e seu impacto na geração de riqueza. O coronavírus, contudo, acelerou a adoção de tecnologias e impulsionou movimentos, como diversidade, empoderamento feminino e movimentos ambientais, para citar alguns, que já existiam, mas ganharam força no último ano.

A facilidade de conexão atual, somada a novas tecnologias e mais dinheiro disponível – afinal, estamos experimentando uma queda nos juros no Brasil e no resto do mundo –, possibilita um surgimento mais fácil de ideias inovadoras. No caso brasileiro, tivemos uma expansão do crédito e dos prazos de pagamento, uma aceleração no mercado imobiliário, no número de investidores na bolsa de valores e até mesmo em capital para as empresas.

É preciso ressaltar que o real está muito desvalorizado, muito em razão dos impactos da pandemia. Uma solução para a valorização da nossa moeda seria a reforma administrativa, privatizações e uma mudança no posicionamento do governo para questões ambientais, vez que acelerariam a entrada de investimentos no nosso país.

A morosidade da Justiça e a complexidade da legislação brasileira também assustam investidores estrangeiros, pois em outros países esses processos são mais simples. Por aqui, há muitas brechas e interpretações que geram insegurança em investidores estrangeiros. Esses pontos também impactam diretamente na (não) viabilização da inovação.

Quando comparamos índices comuns no mercado americano, como preço lucro, preço vendas, valor de mercado, entre outros, a bolsa norte-americana nunca esteve tão cara. Um ajuste de valores no mercado de ações lá fora pode gerar uma queda da bolsa americana pela metade – e se isso ocorrer, o mundo inteiro será afetado.

Para empresas brasileiras que precisam de captação, o antes é melhor do que o depois, vez que por enquanto há muito dinheiro disponível para captação. Essa seria uma grande estratégia para este momento.

Em relação a ativos relacionados a criptomoedas e tecnologias, encontramo-nos hoje em algum ponto entre o otimismo e a euforia, e isso pode ser um sinal de alerta.

Quando analisamos a variação dos preços de mercado das empresas de tecnologia, elas se valorizaram muito com a pandemia. Já ao avaliarmos uma empresa considerando juros a zero e trazendo lucros futuros para valores presentes, apostamos em empresas com alto crescimento futuro. O resultado é um número exponencial, como é o exemplo da Tesla. O valor das ações também está muito sensível a movimentos realizados por grupos influenciadores, gerando valores irreais e não sustentáveis.

Resumidamente, para definir as melhores estratégias para inovação, precisamos analisar fatores de sucesso como timing, time de execução, ideias inovadoras, modelo de negócios e acesso a financiamentos.

Empresas que registraram um bom desempenho no ano passado não tiveram medo de inovar mesmo durante a pandemia e souberam aproveitar os investimentos que estavam disponíveis no mercado. A melhor estratégia é aquela que é realizada no tempo certo! No Brasil, temos poucas pesquisas básicas e aplicadas em comparação com outros países, mas estamos crescendo ano após ano em desenvolvimento, por meio de empresas menores e startups. Conciliar nosso potencial para criar grandes startups inovadoras e a abundância de dinheiro disponível para captação no mercado poderá ser o grande diferencial do nosso país no futuro.

Governança & Nova Economia
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