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Por uma cultura que valorize a inovação

Por uma cultura que valorize a inovação

Para questões como planejamento e estratégia, por alguns fatores, a cultura brasileira sempre foi retrógada, e com a inovação não é diferente. Nossa educação básica é fraca, nossas escolas não incentivam o empreendedorismo e nossas universidades não conseguem criar o link necessário entre pesquisa e mercado. Muitas descobertas dos nossos pesquisadores nunca saem das revistas acadêmicas e, consequentemente, não se tornam inovação. Culturalmente até somos criativos e empreendedores, mas não inovadores.

A questão cultural é um primeiro entrave para que possamos evoluir rumo à inovação. Ela afeta a grande massa de trabalhadores, que não vive a inovação no seu dia a dia profissional, e fica explícita na direção dada por muitos de nossos líderes, que continuam confiando mais no seu feeling do que em dados e na análise de números e tendências para as tomadas de decisão nas suas empresas. Para evoluirmos, precisamos desenvolver novos líderes.

Outros fatores, como falta de recursos, baixo investimento em infraestrutura e pesquisa, acentuados pela ineficiência da máquina pública, fazem com que os empreendedores brasileiros estejam sempre tendo que fazer mais do que trabalhar pela sua empresa. O famoso e oneroso “custo Brasil” também se mostra presente quando o assunto é inovação. Precisamos de mais legislações específicas e incentivos dos governos municipais, estaduais e federal para acelerarmos o processo de disrupção da mentalidade do brasileiro para a inovação.

Casos de sucesso, como o do Magalu, surgem para nos ajudar a mudar esse panorama e mostram que é necessário sair da zona de conforto, trabalhar a ambidestria organizacional, mantendo o core business focado, ao mesmo tempo que se analisa os fatores externos, as tendências e boas práticas que indicam o caminho para o futuro das empresas.

O Brasil, mesmo com todas as suas dificuldades, tem tido inúmeras iniciativas que miram a evolução. Hoje, vemos muitos hubs promovendo o desenvolvimento do ecossistema de inovação localmente, nas suas regiões. Acredito ser fundamental que a iniciativa privada, mais uma vez, seja a locomotiva que vai promover esse movimento do Brasil rumo à transformação digital. É necessário provocarmos nas nossas empresas a transformação humana, a mudança de mindset, para que nossos líderes e trabalhadores usem toda a criatividade e o repertório que têm para fazermos com que nosso país evolua.

Governança & Nova Economia
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